Acervo do Escritório BKS em Joinville
Nosso escritório conta com um acervo de obras dos artistas Joinvilenses Juarez Machado, Mirian Beckhauser, Rafael Moreno, Luiz Henrique Schwanke, Wilson Doin e Portinari. Além dos quadros e gravuras dos artistas, contamos com a biblioteca mais completa de Santa Catarina do Jurista Pontes de Miranda. São mais de 100 obras das diferentes fases. Sendo que são, sua maioria, assinadas pelo próprio Autor.
Nova geração
Da nova geração de artistas joinvilenses, o Escritório possui em seu acervo uma obra do Artista Rafael Moreno, que pode ser vista em nossa sala de reunião. A obra é da série “Grafismos Portáteis”. A mostra foi a troca de referências entre Rafael com as obras originais do escultor Fritz Alt (esboços, treinamento de formas, exercícios, colagens, fotografias e imagens) como um repositório de memórias e de referências de estilo.
Sendo a primeira exposição de arte de Rafael Moreno, que teve a curadoria de Jorge Hiroshi. A exposição foi aberta ao público 10 de abril terminando em 15 de maio de 2016 e apresentou 10 obras nas técnicas de aquarela, nanquim e acrílica sobre papel.
A exposição, também, foi inspirada no provérbio chinês: “Há três coisas que não voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida”. A flecha quando atirada é como nossas ações que podem ou não acertar o alvo desejado. “Entretanto, a palavra quando é lançada sempre acerta um alvo, o coração de alguém. O que mais se leva a perder oportunidades é o medo, que assume diversas facetas. O medo de fracassar, medo de ter sucesso, medo de amar e com isso a busca em desenvolver mais a ousadia, a coragem e os pensamentos positivos”.
Juarez Machado
Ademais, as gravuras do artista Juarez Machado, que estão expostas na recepção, são da exposição Châteaux Bordeaux de 2009, em comemoração ao “Ano da França no Brasil”. Juarez Machado presenteou seu público com uma bela coleção com 54 obras, entre pinturas e desenhos inspiradas nos castelos da região de Bordeaux com vocação vinícola. Estão lá as colheitas, as degustações dentro das adegas, as barricas, os casais em momentos de contemplação, as celebrações, os belos jardins, as vinhas e seu corredores bem demarcados e os piqueniques. Todas essas cenas foram retratadas com os castelos ao fundo ou no interior deles. Misturando, ao mesmo tempo, um realismo incrível desses locais a magia que cada história conta através das pinceladas do artista.
Sobre o sofá da espera foi disposta a gravura “Chateau Haut-Briaon II” (2009) e sobre a mesa da secretária está exposta o obra intitulada “Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande” (2009). Já na sala dos advogados, pode ser vista as obras “bike 10” e “bike 5” da série que faz parte da Exposição do Instituto Internacional Juarez Machado.
Luiz Henrique Schwanke
Em 2017, o Escritório adquiriu parte das obras carrancas/linguarudos do acervo particular do crítico Alberto Beuttenmuller falecido em 2016. O Crítico recebeu de presente do próprio Schwanke desenhos em guache sobre papel, e após a morte de Alberto, as obras foram disponibilizadas para nova aquisição do público. Assim, com objetivo de trazer parte desta obra para Joinville, cidade natal do artista Luiz Henrique Schwanke que nasceu em 1951 e nos deixou prematuramente no ano de 1992, o escritório Beckhauser, Kroetz & Sócios adquiriu uma delas para seu acervo de arte.
O Schwanke completou a graduação em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná (UFPR), escreveu para jornal e trabalhou em agências de publicidade de Curitiba, onde abraçou o teatro como escritor, ator e cenógrafo. Nas artes plásticas – campo de efervescência em 1980/90 –, produziu mais de três mil obras. Entre elas: desenhos, esculturas, pinturas e instalações; lançando noções de arte pública e contemporaneidade, conectado ao movimento artístico internacional.
Na década de 80, época da obra adquirida pelo escritório, Schwanke destacou-se sobretudo na pintura, fase marcada pelo conceitual e a gestualidade expressiva. Inicialmente surgem os seios e depois os perfis, os quais foram denominados de “carrancas” pela crítica paranaense Adalice Araújo, e apelidados “linguarudos” pelo povo.
Reconhecimento internacional de suas obras
Schwanke ganhou prêmios e conquistou reconhecimento, como a seleção pela Bienal Brasil Século XX, em 1994. Viajou para a Alemanha, Suécia e Rússia, teve trabalhos expostos no Museu de Arte Moderna de Bruxelas (Bélgica). Com a obra “Cubo de Luz – Antinomia”, levada a São Paulo em 1991, afetou o tráfego aéreo – única representação do Estado de Santa Catarina (a projeção é lembrada no livro Bienal 50 Anos). As provocações também surgiam de monumentos de baldes plásticos coloridos, com conceitos híbridos, que visitaram a geometria do Minimalismo, as novas linguagens do Concretismo, a apropriação do Barroco, o resgate da Pop Art.
Wilson Lamberto Doin
No ano de 2020, o escritório adquiriu três telas no estilo figurativo abstrato do artista radicado em Joinville Wilson Lamberto Doin (1964), alusivas à Cidade das Bicicletas.
Cândido Portinari – Menino com Pião
Em 2025, o escritório Beckhauser, Kroetz & Sócios incorporou ao seu acervo uma reprografia certificada e numerada da obra Menino com Pião, de Cândido Portinari, assinada por João Cândido Portinari, filho do artista e fundador do Projeto Portinari.
A obra chegou ao acervo da BKS em razão da participação do Sócio Luís André no ICL Eterno, iniciativa do Instituto Conhecimento Liberta. Mais do que a aquisição de um título vitalício, a adesão representou uma forma de contribuir para a viabilização de novos projetos culturais e educacionais do Instituto, entre eles o futuro Centro Cultural ICL, concebido a partir de projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, doado pela família Portinari.
Como reconhecimento aos participantes do ICL Eterno, foi destinada aos membros uma edição especial de Menino com Pião, composta por exemplares certificados, numerados e assinados por João Portinari. Dessa forma, a peça incorporada à coleção da BKS reúne, além de seu valor artístico, uma memória de participação em uma iniciativa voltada à preservação e à difusão da cultura brasileira.
A composição original, catalogada pelo Projeto Portinari sob o código FCO-1204, foi realizada em 1947 e retrata um menino de chapéu de papel contemplando um pião pousado sobre a palma da mão. O tema da infância, dos brinquedos e das cenas do cotidiano brasileiro ocupa lugar recorrente na produção de Portinari e está presente de forma particularmente delicada nesta obra.
Ao integrar Menino com Pião ao seu acervo, a BKS amplia sua coleção para além dos artistas ligados a Joinville e, ao mesmo tempo, reafirma uma ideia que acompanha a formação do acervo do escritório: preservar arte também é preservar memória, conhecimento e cultura para as próximas gerações.